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História - Capitulo 3

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OS PUCAREIROS DE OSSELA – OLIVEIRA DE AZEMÉIS “ Ossela é uma freguesia do conselho de Oliveira de Azeméis, município da área de transição entre o Douro e a Beira Litoral, a meio caminho entre as cidades do Porto e Aveiro.
Foi aí num pequeno núcleo de umas poucas famílias alargado também à vizinha freguesia de Castelões (Vale de Cambra), que durante pelo menos duas gerações foi produzida louça preta de uso local e regional, com notória e justificada similitude com as olarias negras mais conhecidas do centro de produção de Molelos, no conselho beirão de Tondela.

Foi o etnógrafo Rocha Peixoto (1866 - 1909) em celebrada notícia da Portvgalia, em 1908, que trouxe ao conhecimento público o ofício e a arte dos pucareiros de Ossela, como eram conhecidos, se bem que os púcaros propriamente ditos constituíssem apenas um das diversas formas que moldavam ao torno. Aliás, o elenco tipológico de Ossela só modernamente foi reconhecido e essencialmente com base em colecções museológicas e particulares, já que a produção do último oleiro, falecido em 1959, se encontra muito dispersa e em grande medida perdida.

Nas perto de quatro dezenas de peças inventariadas, incluem-se canecas e infusas, cafeteiras, leiteiras, pratos, tigelas, serviços de mesa com chávenas, pires, bules e açucareiros, potes e encontrados outros objectos de que há menção, como fogareiros e “pipos” de litro e meio, desconhecendo-se igualmente como eram os púcaros ou que peças eram assim designadas. Tendo-se verificado em relação aos produtos do extinto centro oleiro de Ossela um processo de preservação diferencial, quer dizer, onde só os artefactos de utilidade clara e permanente ou dotados de uma qualificação estética particular foram conservados, não surpreende que na louça que chegou aos nossos dias predominem as formas decoradas, algumas de modo exuberante, ostentando escudos nacionais e as iniciais do oleiro de freguesia ou do conselho, a documentar por certo objectos de oferta ou de exposição em certames de indústrias populares. A técnica dominante é a da impressão por carretilha ou matriz repetida, a que se associa frequentemente a incisão, a acentuar ou a delimitar os motivos ornamentais ou em simples caneluras. A decoração por aplicação plástica é rara, sendo o único exemplo conhecido um botão sobre a asa de uma leiteira. Pouco se conhece do processo de fabrico das louças osselenses.

Pesquisas sobre o último oleiro, Luís Barbosa Coimbra, morador do sítio da Devesa, lugar de Mosteiro, Ossela e falecido em 1959, permitiram a recolha de elementos biográficos diversos e a localização de algumas das suas peças entretanto dispersas, mas pouco se apurou dos gestos técnicos ou dos caminhos que a sua olaria trilhava desde a argila nativa ao artefacto comercializado na feira ou utilizado no lume do lar. Memórias locais identificam ainda “covas do barro”, situadas nas imediações da freguesia, mas não está suficientemente atestada a cozedura pelo sistema da soenga, como noticiou Rocha Peixoto (Peixoto 1995 a), podendo antes Luís Barbosa Coimbra ter utilizado um forno mais convencional para a cocção dos recipientes que produzia, já que dos testos se encarregavam outros oleiros.

A louça era depois transportada em carretos à cabeça, por mulheres contratadas para o efeito, ou no próprio burro de Luís Coimbra, até às feiras dos arredores, tendo-se ainda preservado o registo da licença que em 1921 a Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis lhe concedeu “para expor à venda louça preta nos dias de mercado desta vila” (Silva 1992). Um dos resultados mais significativos do estudo do último oleiro de Ossela foi a confirmação da sua ascendência, do Botulho, em Molelos, Tondela, o que justifica por um processo de migrações familiares, durante o século passado, a notória similitude entre as olarias negras de Ossela e as de Molelos, que já Rocha Peixoto havia notado.


 

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